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Como chegar ao valor da mensalidade de 2027, passo a passo

19 de outubro de 2026 · atualizado em 19 de outubro de 2026 · Equipe Sineta

Ilustração de uma lista de passos com um símbolo de dinheiro

Este guia leva você do custo da escola ao valor em reais da parcela de 2027. O texto sobre o quanto as escolas preveem reajustar e o que a lei exige explica as regras. Aqui é a conta, com números.

Informação geral, não parecer jurídico. Na dúvida, fale com o advogado da escola ou com o sindicato das escolas particulares do seu estado.

Passo 1: parta do que você cobrou

A anuidade de 2027 parte da última parcela de 2026 vezes o número de parcelas (Lei 9.870/1999, art. 1º). Não parte da média do ano nem do valor de tabela antigo.

No nosso exemplo, a mensalidade de 2026 é R$ 1.000 em 12 parcelas: anuidade atual de R$ 12.000 por aluno.

Passo 2: monte o custo de 2026 e o de 2027

A planilha tem dois blocos grandes (o Decreto 3.274/1999 detalha os grupos):

Exemplo ilustrativo (não é uma escola real): 120 alunos pagantes, folha de R$ 55.000 por mês, custeio de R$ 25.000 por mês, dissídio de 5%, custeio com alta de 5%, investimento de R$ 30.000 em 2027 e impostos de 13,5% sobre o faturamento.

Passo 3: escolha o que vai repassar

Esta é a decisão da direção, e a lei pede que ela esteja na planilha. Com os mesmos números, o valor muda conforme o que a escola repassa:

O que entra no repasseReajusteMensalidade 2027
Só a folha (dissídio)2,94%R$ 1.029,43
Folha e custeio4,15%R$ 1.041,47
Folha, custeio e investimento6,56%R$ 1.065,56

O que a escola não repassa, ela absorve. Por isso existem os três cenários.

Passo 4: calcule o acréscimo por aluno

A leitura literal da lei é: acréscimo anual por aluno pagante = (custo de 2027 menos custo de 2026) dividido pelos alunos pagantes. Há um detalhe que quase todo mundo esquece: o acréscimo também paga imposto. Quem está no Simples divide por (1 menos a alíquota), senão a escola repassa o custo e perde o imposto sobre ele.

Arredonde a parcela para baixo, em centavos. Assim ela nunca passa do que a planilha comprova.

Passo 5: confira o caixa

O percentual de reajuste não leva a inadimplência. Mas o caixa leva. Pergunte: com a mensalidade nova, descontados impostos e inadimplência estimada, a escola cobre o custo de 2027?

No exemplo, com 6% de inadimplência, o ponto de equilíbrio fica em torno de R$ 914 a R$ 952 por mês, conforme o cenário. Abaixo disso a escola fecha o ano no vermelho, mesmo “reajustando”.

Passo 6: divulgue dentro do prazo

A escola precisa divulgar proposta de contrato, valor da anuidade e vagas por turma pelo menos 45 dias antes da data final da matrícula (art. 2º da lei). Conte 45 dias para trás a partir da data final da matrícula. Se a conta já passou, a data final da matrícula é que precisa se mover. Veja a resposta curta sobre o prazo.

Guarde a prova de quando e como divulgou. O aviso por comunicado com confirmação de leitura deixa esse registro sozinho.

Passo 7: avise as famílias antes do boleto

Faça a conta da sua escola

A calculadora do reajuste 2027 roda no navegador (nada sai do seu aparelho), mostra os 3 cenários, confere o caixa e devolve a carta preenchida. É grátis e não pede cadastro.

O que não fazer

Perguntas frequentes

Existe um percentual de reajuste obrigatório para 2027?

Não. A Lei 9.870/1999 não fixa percentual. O aumento precisa vir da variação de custos de pessoal e custeio, comprovada em planilha de custos.

Quando a escola precisa divulgar o valor de 2027?

Pelo menos 45 dias antes da data final da matrícula (art. 2º da Lei 9.870/1999), em local de fácil acesso.

A inadimplência entra no percentual do reajuste?

Não na conta do reajuste: o anexo da planilha de custos do Decreto 3.274/1999 não tem essa linha. Ela serve para conferir o caixa: a mensalidade nova cobre o custo?

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